
Sentaram-se à mesa.
O filho caçula, meio sujinho, estava sem fome.
Trilhava caminhos entre os pratos com o carrinho de brinquedo.
O mais velho fazia-se de atento ao discurso do pai,
Enquanto longe, seus pensamentos escorregavam nas ondas de tecido fino,
Dispersas a pedido do vento, revelando as carnes da vizinha que o vestido não conseguia esconder.
Era primavera.
A mãe suspirava diante da beleza do vazo de flores colhidas pela manhã.
Janelas abertas,
Cortinas amareladas de sol...
A filha do meio comia depressa, balançava as pernas, aflita para conhecer o mundo.
Foi um dia preenchido de cores, desses que só a infância não ignora.
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