dimanche, décembre 11, 2005

Cálice de Hermes

Nunca arriscou dizer
que seria ele, sim.
Fingia não saber...
mas as palavras estavam grudadas
em todo o seu corpo,
ditas por ele numa encruzilhada.

Eram noites disfarçadas de sonhos.
Tinham suas próprias idéias
daquilo que era importante.
Com a mão direita ele lhe
apontava o céu.
Ela respirava o ar da súbita descoberta
de que sempre se sabe mais do
que se imagina.
Caminhavam insistentemente
para não chegar em lugar algum.
Queriam compartilhar os passos,
lado a lado,
sem temer as despedidas.

4 comentários:

Luciana a dit…

:)
Não me caibo de orgulho.

Andrew Pieries a dit…

Pelo nome do Blog, creio que a brincadeira seja comentar, ou dar um novo nome, ou ambos.

Beleza.

Que tal "Tatuado pelo amor".

L11 a dit…

A11?
What the fuck?

Jefferson Alves de Lima a dit…

lindo e noturno, ein moça? adorei